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Força-tarefa de inteligência dos EUA acusa Rússia de hackeamento cibernético

Ataque cibernético

As agências de inteligência dos EUA disseram acreditar que a Rússia está por trás do “sério” acordo cibernético revelado em dezembro.

O presidente Trump já havia sugerido que a China poderia estar por trás do hack, embora outros membros de seu governo apontassem o dedo para Moscou.

Em uma declaração conjunta, os órgãos de inteligência afirmam que atualmente acreditam que menos de 10 agências do governo dos EUA viram seus dados comprometidos, embora outras organizações fora do governo também tenham sido afetadas.

Eles dizem que o trabalho ainda está em andamento para entender o escopo do incidente, que parece ter sido destinado a reunir inteligência e que eles dizem estar “em andamento” um mês depois que os primeiros detalhes surgiram.

A atualização sobre a investigação veio em um comunicado de uma força-tarefa chamada Cyber ​​Unified Coordination Group, que foi criada para lidar com o incidente. Compreende agências de inteligência e aplicação da lei, incluindo o FBI e a NSA.

O grupo disse que ainda está trabalhando para entender o alcance do que aconteceu.

Dezoito mil clientes que usaram o produto Orion da empresa Solar Winds foram expostos, mas a inteligência dos Estados Unidos afirma acreditar que um número muito menor viu a atividade de hackers nos quais eles roubaram dados. O Tesouro dos Estados Unidos estava entre os que anteriormente haviam reconhecido ser o alvo.

“Este é um compromisso sério que exigirá um esforço sustentado e dedicado para remediar”, disse o comunicado. Muitas organizações estão tendo que vasculhar seus sistemas em busca de sinais de que podem ter sido comprometidos.

O incidente enviou ondas de choque pelos Estados Unidos, em parte porque a violação não foi descoberta por muitos meses e era potencialmente de longo alcance em termos de quem poderia ter afetado. Também sugeria um grau de sofisticação e discrição que era amplamente visto como uma marca registrada de hackers do SVR, a agência de inteligência estrangeira da Rússia.Os especialistas vêm alertando há anos que não é uma questão de se, mas de quando, os hackers vão matar alguém

Logo depois que o incidente foi revelado, o presidente Trump levantou a possibilidade de que a China pudesse ser a responsável, mas membros de sua própria administração, incluindo o secretário de Estado e o procurador-geral, apontaram o dedo para Moscou. A última declaração mostra que a avaliação das agências de inteligência dos EUA é de que a Rússia estava por trás disso, embora não vá tão longe a ponto de acusar o próprio Estado russo, dizendo apenas que o ator era “provavelmente de origem russa”. Moscou negou ter desempenhado qualquer papel.

O presidente eleito Joe Biden disse anteriormente que era importante tomar “medidas significativas” para responsabilizar os responsáveis. Ainda não está claro, porém, o que isso pode envolver. Embora alguns políticos americanos tenham sugerido que a violação pode até ser comparada a um “ato de guerra”, a maioria dos especialistas cibernéticos contestou isso e a comunidade de inteligência dos EUA agora minimizou as sugestões de que poderia ter tido um impacto destrutivo.

“No momento, acreditamos que este foi, e continua sendo, um esforço de coleta de inteligência”, diz o último comunicado. Isso é significativo, pois sugere que nenhuma evidência foi encontrada de que esta foi uma atividade preparatória para um ataque cibernético mais destrutivo que pode desligar os sistemas. Isso pode limitar a resposta dos Estados Unidos, uma vez que as operações de espionagem não violam as normas cibernéticas que os próprios Estados Unidos promovem (em grande parte porque também realizam tais operações de coleta de inteligência contra outras nações).

Em dezembro, autoridades do Reino Unido disseram acreditar que um pequeno número de organizações do Reino Unido foi afetado, mas disseram não acreditar que estivessem no setor público.

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